Brevet 400 – Holambra – 2014

No dia 14/06/2014 aconteceu em Holambra – SP pelo clube Audax Randonneurs São Paulo o Brevet 400 da série de 2014, mais uma vez tive a oportunidade de participar desse grande evento.

Sem os treinos em dia sabia que iria sofrer um pouco nesse brevet, nas ultimas cinco semanas havia feito apenas dois pedais, deixei tudo quase pronto pra a viagem até Holambra, mesmo assim o deslocamento até Holambra demorou um pouco mais do que eu havia previsto, cheguei no hotel a meia noite, tomei um banho e fui dormir já era mais de 1h da manhã.

Vistoria
Vistoria

Acordei era 5h20, arrumei rapidamente as coisas que eu levaria para a prova, inclusive a bateria extra para o celular com um cabo preso por elásticos, fiz essa gambiarra para conseguir registar no Strava todo o trajeto sem interrupções…funcionou 🙂

Primeiros quilômetros da prova
Primeiros quilômetros da prova

No café da manhã encontrei o Cleber, companheiro da equipe Passos Largos do Flèche 2014 (clique aqui para ver o relato), infelizmente algumas horas depois, quando faltavam +ou- 5 km para chegar no PC 1 o Cleber sofreu um acidente em que perdeu o controle da bicicleta e caiu. Cheguei no local momentos depois do ocorrido, outro ciclista o ajudava e também um carro que passava pela estrada no momento e provavelmente viu a queda, logo na sequencia chegaram o Rogério e o Fabio da organização, após a prova tive notícias do próprio Cleber além dos ralados ele quebrou um dedo da mão direita, espero que sua recuperação seja rápida e que nos encontremos em algum outro pedal em breve.

Registrando até a sombra
Registrando até a sombra

A fila para a vistoria era grande, reflexo do que vem acontecendo com o Randonneur nacional ganhando cada vez mais adeptos, em comparação a alguns anos a traz a vistoria no Brevet 400 era muito tranquila de se fazer devido ao número reduzido de participantes. Na vistoria encontrei o Michael e o Douglas também da equipe Passos Largos, o Douglas mesmo inscrito na prova não largou, pois durante a semana estava com dores nas costas, também lhe desejo uma recuperação rápida para voltar a pedalar logo.

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A largada foi dada com alguns minutos de atraso as 7:06, como sempre no começo todo mundo embolado mas depois de alguns quilômetros pedalados o pessoal começou a se espalhar, nesses primeiros quilômetros encontrei o Max e o Cesar, pedalamos um pouco juntos depois o Max seguiu seu caminho, alguns quilômetros antes de chegar na Rod. Anhanguera eu estava querendo andar um pouco mais rápido para tentar ganhar um pouco de tempo convidei o Cesar para apertar o passo mas ele estava querendo ir um pouco mais devagar e disse que eu podia ficar à vontade pra ir, lhe desejei sorte e comecei a aumentar a cadencia.

Chegando em Santa Gertrudes – PC 1
Chegando em Santa Gertrudes – PC 1

Após a Anhanguera veio a Rod. Washington Luiz, como já mencionei acima foi nessa rodovia que o Cleber teve seu acidente, no PC 1 em Santa Gertrudes fiz uma parada rápida comi um pouco e reabasteci as caramanholas, perguntei ao Rogério como estava o Cleber e ele me informou que o irmão do Cleber estava a caminho para leva-lo ao hospital, nesse trecho entre a Anhanguera e o PC 1 em Santa Gertrudes a altimetria é tranquila, mas após o PC 1 nos aproximamos do trecho mais difícil do percurso, após passar por Rio Claro temos uma serra e então entramos na Rod.  Paulo Nilo Romano que passa pelas cidades de Itirapina e Brotas, o PC 2 estava localizado alguns quilômetros após a entrada de Brotas a Rod. Paulo Nilo Romano também tem uma altimetria complicada em alguns trechos.

Chegando no PC 2
Chegando no PC 2

No PC 2, reencontrei o Max e o Zé Mario que já estavam de saída, também encontrei o Claudio que é do Rio de Janeiro e eu já o conhecia de outras provas entre elas o Paris-Brest-Paris e o 2º Giro do Chimarrão que aconteceu em 2012, o Claudio tinha acabado de chegar então resolvemos comer um lanche e seguir o resto do trajeto juntos, eu comi um misto-quente na lanchonete do lugar, e acho que foi esse lanche me deixou meio estranho o resto da prova, quase uma hora após chegar no PC 2 decidimos seguir viagem, após andar alguns minutos o Claudio me disse que estava com medo de ter câimbras pois sentiu uma fisgada no músculo da perna, nós andamos alguns quilômetros bem devagar para o Claudio não forçar e ter uma crise de câimbras e também porque esses primeiros quilômetros após o PC 2 tinha uma altimetria bem chata com longas subidas, após um tempo conseguimos aumentar a velocidade e o Claudio se sentia melhor, eu comecei sentir o estomago meio estranho nesse trecho, mas não me preocupei muito segui viagem.

No PC 2
No PC 2

Quando chegamos na descida da serra em Rio Claro já estava escuro, a descida realmente animou pois ela é bem longa e seu embalo durou por mais alguns quilômetros, sempre conversando com Claudio durante todo o trajeto e fazendo contas sobre os quilômetros faltantes para o próximo PC e uma estimativa de horas para chegar lá, o mais legal que mesmo com os problemas e adversidades conseguimos manter nossa média quase à risca, antes de chegar no PC 3 na Rod. Washington Luiz, com 242 km pedalados na prova, calculamos que chegaríamos no PC entre 21:40 e 22:00, nosso calculo deu certo, no meu passaporte estava registrado 21:57, o Claudio estava com receio de perder muito tempo ali eu também não queria perder muito tempo estava um pouco desanimado, acho que era por estar meio estranho desde o PC 2, mesmo assim resolvi aproveitar o restaurante do lugar e comer um pouco, pra continuar viagem teria que ter energia, Claudio também comeu um pouco e me apressou pra seguirmos viagem.

PC 3
PC 3

Entrando na Rod. dos Bandeirantes seguindo para o PC 4, eu comecei a sentir muito sono ao ponto de quase dormir na bicicleta, isso é horrível, você deve continuar até o PC, não consegue manter um ritmo aceitável e fica com medo constante de cair da bike ou perder o controle e entrar na pista dos carros, em algum momento o Claudio me ofereceu pó-de-guaraná,  misturei na água da minha caramanhola e fui bebendo em grandes goles, o guaraná é amargo, e cada gole fazia meu estomago revirar, mas adiantou por alguns momentos para me manter acordado ou no mínimo mais alerta. Eu estava com tanto sono que não vi o acidente na pista oposta, apenas fiquei sabendo ao chegar no PC 4, o Claudio que estava sempre ao meu lado viu esse acidente.

Eu e o Claudio tomando sopa no PC 4
Eu e o Claudio tomando sopa no PC 4

Chegamos no PC 4 era 2:36 da manhã, nesse PC também conseguimos manter nossa média e acertamos nossa previsão de chegada que era próximo da 2:30, a organização deixou acertado com o restaurante uma sopa para cada participante do brevet, eu peguei uma sopa de mandioquinha, que tratei de comer logo para ter tempo pra um cochilo, nesse momento o Claudio disse que era bom ir pra gente conseguir terminar no tempo, eu falei que pra terminar eu teria que descansar um pouco senão eu não chegaria no próximo PC, fui para um sofazinho que tem junto as mesas de canto no restaurante e cochilei por 15 minutos, o Claudio me acordou, tomei um café expresso pra esquentar e espantar o sono e saímos rumo ao PC 5, o pessoal da organização nos informou que iriamos passar pelo local onde ocorreu o acidente e tinha muito vidro no chão, devíamos ter cuidado.

Hora de descansar
Hora de descansar

Saímos +ou- juntos com outros ciclistas, e seguimos próximos, conversando com o Claudio percebi o porquê de sua preocupação com o horário, ele estava com medo de forçar e ter uma crise de câimbras, por isso estava querendo poupar tempo nos PCs para seguir um pouco mais devagar, seguimos em um ritmo mais lento que os outros e deixamos eles irem a frente, após alguns quilômetros o Claudio “aqueceu” as pernas e conseguimos aumentar o ritmo sem o risco dele ter câimbras, o PC 5 ficava na entrada de Limeira, um pouco a frente da entrada do anel viário, mais uma vez nossas contas deram certo e chegamos perto de nossa previsão, decidimos comer um cup noodles oferecido pela organização antes de seguir viagem.

PC 5
PC 5

Deixamos o PC 5 era um pouco mais de 6:00, agora junto com outros dois ciclistas, que pelo que intendi estavam com um pouco de dúvida sobre o anel viário de Limeira, eu já havia passado por lá duas vezes e guiei eles até a entrada do anel viário que contorna a cidade de Limeira e sai próximo ao cruzamento da Rod. Anhanguera e a Rod. Eng. João Tosello que iriamos seguir em nosso caminho de volta a Holambra.

Saindo de Limeira rua a Eng. Coelho – o ciclista a frente é o Claudio
Saindo de Limeira rua a Eng. Coelho – o ciclista a frente é o Claudio

Durante a prova sempre vemos alguns ciclistas mais do que outros, em todo o trajeto além do Claudio, encontrei outras pessoas andando mais ou menos no mesmo ritmo ao chegar em Arthur Nogueira faltando 10 km para terminar o trajeto, foi feita uma pausa para reunir o pessoal e seguir juntos até a chegada, na última subida eu já estava quase sem força pra acompanhar o resto deles e sabia que ainda tinha tempo sobrando pra chegar me Holambra, então diminui a velocidade e fui um pouco mais devagar, ao entrar em Holambra, procurando a Pousada da Oca onde era o PC 6 (chegada) me perdi e entrei uma rua antes, mas logo encontrei a rua certa, cheguei cerca de alguns minutos após o pessoal, o Claudio veio me cumprimentar dizendo que a parceria deu certo, também lhe dei parabéns e agradeci pela parceria no pedal, mais uma vez chegamos com tempo perto do previsto.

Chegando no PC 6
Chegando no PC 6

Gostaria de da parabéns ao pessoal do Audax Randonneurs São Paulo, pela ótima organização e assistência aos ciclistas que estavam na estada.

Brevet concluído
Brevet concluído

Clique aqui para ver meu registro no Strava

Bom Pedal…e até a próxima!

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